ghost cities

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“Oca libanesa” – Foto: Fernanda Ezabella

Visitei as ruínas do parque desenhado por Oscar Niemeyer para Trípoli, segunda maior cidade do Líbano, nos anos 1960. Dezenas de estruturas estão abandonadas, algumas caindo aos pedaços.

Escrevi para o TAB Uol sobre minha visita e entrevista com o arquiteto libanês Wassim Naghi, que cresceu ao lado do parque e passou os últimos dez anos tentando resgatar o espaço.

Projetada por Niemeyer, ‘Brasília libanesa’ é obra em ruínas e saqueada

Quando tinha oito anos, o arquiteto libanês Wassim Naghi gostava de escorregar pelas paredes externas de um prédio redondo bastante parecido com a Oca do Parque Ibirapuera, em São Paulo. O lugar fora desenhado por Oscar Niemeyer na cidade de Trípoli, ao norte do Líbano.

Assim como no parque paulistano, era algo proibido, mas por motivos diferentes: as crianças chegavam para brincar escondidas e eram afugentadas com tiros de fuzil.

Continue lendo no TAB Uol.

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Desastre de Tchernóbil cria turismo por cidades fantasmas

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A caminhada pelo mato é interrompida pela guia Tania Zdanevich: “Sabe onde estamos agora?”, pergunta. Ao redor, há apenas árvores e silêncio.

Ela saca uma fotografia da bolsa e mostra a imagem de um enorme campo de futebol com uma pista de atletismo em volta. Bem-vindos ao estádio Avanhard, ou o que sobrou dele. Estamos bem no meio do que foi, um dia, seu gramado verde bem aparado.

Sede do time FC Stroitel Pripyat, o local foi abandonado após o maior desastre nuclear da história, a apenas 3 km dali, no reator 4 da Usina de Tchernóbil, em 1986. O material radioativo expelido contaminou diversos países da Europa e foi 400 vezes maior que o da bomba de Hiroshima. Continue lendo aqui, no UOL.

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Brasileiro que já foi 30 vezes a Chernobyl revela as curiosidades do local

O brasileiro Arício Filho já perdeu a conta de quantas vezes foi a Chernobyl para passear e explorar a Zona de Exclusão, a área de 30 km de raio da usina que explodiu em 1986, no maior acidente nuclear da história.

“Você sempre encontra algo inesperado. Tem muitas esculturas e murais escondidos”, contou ao UOL Viagem o paulistano de 39 anos, dono de um albergue e uma pequena agência de turismo em Kiev, capital da Ucrânia. “Já fui quase 30 vezes, passei algumas noites por lá também. É sempre interessante”.

Continue lendo no Nossa Uol  

Famagusta – a praia fantasma da ilha de Chipre

Em 2018, também visitamos a ilha de Chipre e escrevi um longo artigo para a revista Turismo & Viagem. No final, falo da nossa aventura em Famagusta. Leia o texto completo aqui.

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A cidade era um dos resorts mais sofisticados do Mediterrâneo no início dos anos 1970, mas tudo ruiu com a invasão da Turquia em 1974. Os gregos cipriotas fugiram com podiam para o sul, deixando para trás suas mansões, hotéis de luxo e apartamentos recém-construídos.

Hoje, em Famagusta, dá para tomar sol num pequeno trecho da praia de Varosha, tendo prédios bombardeados como cenário ao fundo.

Uma divisão mequetrefe de arames farpados e metal, vigiada por um soldado solitário, foi instalada na areia e adentra o mar. Por cima, dá para ver o lado proibido: um litoral completamente deserto, com uma fileira de prédios em ruínas, fechada ao público desde 1974. Outro fantasma da guerra, encravada numa ilha nascida para o amor.

Famagusta fica a uma hora de ônibus de Girne, no lado norte da ilha de Chipre, controlada pelos turcos.

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Outros destinos curiosos dos últimos anos

Ruínas de Detroit ganham novas funções com ocupação de hipsters

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O edifício da Estação Central de Michigan surge no horizonte como um monólito sombrio, com altura intimidante e centenas de janelinhas idênticas. Pelos últimos 30 anos, o prédio foi o símbolo das ruínas de Detroit, como uma versão americanizada do Coliseu de Roma.

Fundada em 1914, a estação é um monumento à época de ouro das ferrovias, pouco antes do boom automobilístico que catapultaria Detroit ao posto de capital mundial dos carros e quarta maior cidade do país. Fechado em 1988, após décadas de declínio urbano, o lugar foi pilhado, pichado, invadido etc.

Mas, hoje, algo diferente acontece nas redondezas. Em frente à estação, há um parque com o gramado bem cuidado e gente fazendo piquenique. Carros patrulham o edifício, e as entradas, ornadas com colunas romanas, estão tapadas por tapumes brancos.

Continue lendo na Folha de S.Paulo

Casa em que Michael Jackson cresceu resiste em meio a ruínas de cidade fantasma

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A pequena casa branca de gramado impecável, na esquina das ruas Jackson e Jackson Family, atrai gente do mundo inteiro na cidade americana de Gary, no estado de Indiana. Há esculturas de crianças brincando, flores no portão e mensagens escritas por fãs nos tijolos da calçada.

Afinal, foi aqui que tudo começou para Michael Jackson e seus irmãos Jackie, Tito, Jermaine e Marlon, que ensaiavam por horas a fio na sala apertada, antes de suas apresentações em escolas, lojas e bares da região. Mas enquanto a casa segue relativamente bem cuidada, todo o resto de Gary segue em ruínas, quase como uma cidade fantasma.

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Gary, a 47 km de Chicago, foi de cidade do futuro nos anos 1920, com o avanço da indústria do aço e suas diversas siderúrgicas, para virar “capital do assassinato” na década de 1990. Desde os anos 1960, perdeu quase 60% de sua população com o fechamento de fábricas e declínio do setor. Hoje, são cerca de 75 mil habitantes e muitas ruas vazias.

Continue lendo na Folha de S.Paulo

 

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