Na montanha com os gorilas

 

gorilas

Revista Superinteressante de setembro de 2019

Em março de 2019, visitei dois países da África, Uganda e Ruanda. Em Ruanda, fomos ver os gorilas-das-montanhas e também alguns memoriais do genocídio de 1994. Registrei as duas experiências em reportagens para a revista Superinteressante (gorilas) e para a Folha de S.Paulo (genocídio). Replico abaixo um trechinho inicial de cada uma.

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Foto: Fernanda Ezabella

“Som precedeu visão”, escreveu a pesquisadora Dian Fossey (1932-1985) sobre seu primeiro encontro com os gorilas-das-montanhas, em 1963. Três anos depois, a americana voltaria para dedicar sua vida aos animais selvagens, na época ameaçados de extinção.

“E odor precedeu som na forma de uma fragrância forte de almíscar, algo humana”, continuou. “O ar foi de repente tomado por uma sequência de gritos estridentes, seguidos por batidas no peito rítmicas de um grande dorso-prateado, escondido atrás de uma parede impenetrável de vegetação.”

A descrição está no livro “Gorillas in the Mist” _ ou “gorilas na névoa”, numa referência às neblinas das montanhas vulcânicas Virunga, espalhadas pelas fronteiras de Ruanda, Uganda e República Democrática do Congo. Publicado em 1983 e base para filme “Nas Montanhas dos Gorilas” (1988), com Sigourney Weaver, virou um clássico obrigatório para quem sonha em ver “o mais grandioso de todos os grandes macacos”, como Fossey dizia.

Mas é preciso cautela no entusiasmo. No meu primeiro encontro com os gorilas-das-montanhas, numa floresta de Uganda com o nome certeiro de Parque Nacional Impenetrável de Bwindi, não vi nenhuma batida no peito, não ouvi nenhum grito e não senti cheiro de almíscar. Em boa parte do encontro, eles ficaram de costas para mim.

A história completa está na edição de setembro de 2019 da revista Superinteressante. Para assinantes da editora Abril, leia aqui.

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Memoriais trazem à tona atrocidades do genocídio de Ruanda

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As colinas verdejantes e as ladeiras puxadas de Kigali, a capital de Ruanda, escondem uma cidade vibrante, considerada uma das mais seguras e limpas da África. Não se vê lixo nas ruas e, todas as manhãs, mulheres de coletes fluorescentes limpam calçadas e estradas com vassourinhas de palha.

O número de turistas cresce a cada ano no país, assim como o de hotéis de luxo criados em volta dos passeios para ver os gorilas da montanha, uma atração que ajudou Ruanda a se reinventar. Os cafés também se multiplicam na capital para celebrar os famosos grãos ruandeses.

Com tanta civilidade, é chocante lembrar que ali, há 25 anos, nesse país de 12 milhões de habitantes, cerca de 1 milhão de pessoas foram assassinadas em cem dias.

Continue lendo na Folha de S.Paulo

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