Histórias de Lisboa / Tales from Lisbon

Em 2018 passei uma semana em Portugal e produzi quatro matérias que gosto muito.

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o artista italiano Luca Colapietro / foto Divulgação

Artista cria obras surrealistas com tradicionais azulejos portugueses

Uma raposa de olhar misterioso contempla os turistas que passeiam pelas ruazinhas de pedra de Alfama, um dos bairros mais charmosos de Lisboa. Ela flutua de pernas cruzadas, cercada por pequenas aves, num desenho feito em azulejos num edifício antigo. De vez em quando, pessoas se aglomeram para tirar selfies com o animal místico.

Faz algum tempo, a capital portuguesa deixou de lado a pecha de conservadora e hoje vibra com uma cena cultural e curiosas intervenções urbanas, entre elas as criaturas hipnotizantes do projeto Surrealejos. O criador é o artista italiano Luca Colapietro, 35, que saiu do mundo da publicidade em Milão para se abrigar num pequeno estúdio no bairro lisboeta da Graça, há três anos. Leia na revista Serafina, da Folha de S.Paulo.

 

 

Um tour pelo Hospital de Bonecas, que funciona em Lisboa desde 1830

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Manuela Cutileiro, professora aposentada e diretora do hospital. “Tratamos da saudade das pessoas”. Foto Fernanda Ezabella

A paciente de cabelos negros e desgrenhados mal conseguia abrir os olhos. Seus braços e pernas estavam sujos e maltratados. O vestido vermelho de bolinhas brancas, bastante puído, jazia sobre a mesa, ao lado das sandálias de plástico. Nua na sala de operação, parecia já ter partido desta para melhor.

Sua ficha hospitalar de número 1 243, porém, indicava um tratamento pra lá de mundano: limpar, lavar cabelos e armar. A morena de 40 centímetros era uma das dezenas de pacientes internadas para um check-up ou intervenção cirúrgica no Hospital de Bonecas de Lisboa, que desde 1830 funciona no mesmo edifício da praça da Figueira, no coração do Centro histórico. Leia na revista Piauí.

 

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Chef mais estrelado de Lisboa passa longe do bacalhau e renova cozinha

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Chef português José Avillez – foto divulgação

Para turistas de primeira viagem, o conforto ao desembarcar num restaurante de Lisboa sempre vem no pedido do bacalhau. Mas, segundo o chef mais celebrado do momento em Portugal, que em cinco anos levantou um império na capital, a hora é de experimentar e ir além do peixe tradicional que, aliás, não vem de águas lusitanas.

“Peça para uma criança desenhar um bacalhau, ela desenha um pedaço de bacalhau seco. Nunca se viu bacalhau fresco por aqui”, diz José Avillez, 38, explicando que o peixe vem dos mares gelados de Noruega, IslândiaRússia e China. “A sardinha é daqui, o robalo, o dourado, o tamborilho, o imperador, o linguado. A lista não acaba.” Leia na Folha de S.Paulo.

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Chef português José Avillez em seu Cabaret Gourmet – foto divulgação

Avillez abre cabaré com menu degustação especial

Nos fundos do Bairro do Avillez, atrás de uma passagem secreta, fica o projeto mais exótico de José Avillez: um jantar-espetáculo inspirado nos anos 1920, chamado Beco – Cabaret Gourmet.

O espaço é intimista, com um palco próximo das poucas mesas pequenas, iluminadas a vela. O menu degustação traz 12 pratos ousados, a começar por uma rosa feita de fatias finíssimas de maçã marinadas em tequila.

Já as cantorias vão do fado tradicional a Radiohead e Britney Spears, com um conjunto de meia dúzia de dançarinas profissionais.

“Meu trisavô abriu o primeiro cabaré de Lisboa, em 1908, inspirado nos franceses”, conta Avillez. Leia na Folha de S.Paulo.

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