Île d’Orléans – Ilha da fantasia gastronômica no Quebec

Na nossa passagem por Quebec, a melhor descoberta foi a Île d’Orleans, uma ilha a 20 minutos de carro da cidade.

Pelos 67km da estradinha que beira a costa da Île d’Orleans, turistas podem escolher se empanturrar de morangos, queijos, framboesas, chocolates, cidras e “maple syrup”, o xarope tradicional do Canadá, extraído da árvore símbolo do país.

É uma verdadeira ilha da fantasia gastronômica.

A região foi apelidada de “jardins de Quebec” e também tem um valor histórico: dizem que foi aqui preparado o primeiro queijo caseiro das Américas, no século 17, pelos colonizadores franceses. Cerca de 40 famílias produziam a iguaria até os anos 1970, mas hoje apenas uma queijaria mantém a receita original (e uniformes “de época” que mais lembram fantasias), a Les Fromages, aberta em 2004.

Na loja, dá para experimentar os queijos, comprar pães e tomar uma cerveja local chamada “bière d’épinette”, feita a partir da árvore de abeto, aquelas típicas do Natal.

Os queijos são apenas de três variedades, relacionadas a cada etapa de produção. O “la faisselle” é o queijo fresco, que depois de secar por cinco ou seis dias vira o “le paillasson”, perfeito para deixar derreter na panela e comer quente. Curado por 30 dias, surge o “le raffíné”, mais macio.

Já as frutas da ilha podem ser colhidas nos pés pelos próprios visitantes em diversas fazendas, como na Onésime Pouliot e na Jean-Pierre Plante, cujas plantações ocupam 150 acres e pertencem à mesma família há mais de 130 anos.

Entre junho e outubro, os turistas são convidados a colher suas framboesas, mirtilos e oito variedades de morango. Para quem estiver com pressa, basta comprar cestinhas de frutas na beira da estrada e ir comendo pelo caminho até… cruzar com a próxima barraca.

A Jean-Pierre Plante também possui uma floresta de árvores de bordo, de onde são extraídos os famosos xaropes quando as temperaturas começam a baixar. Na ilha, há ao menos três “cabane à sucre”, ou casas do açúcar, que explicam o processo de fazer o “maple syrup” e vendem produtos relacionados, como sorvetes e pirulitos, estes últimos feitos na hora, jogando o líquido denso em cima da neve.

Docerias não faltam. Há deliciosos fudges na Confierie de la Vieille École e chocolates finos na Chocolaterie.

Para gastar tanta caloria, uma boa opção é percorrer a ilha de bicicleta (há circuitos para iniciantes e avançados, de 20km a 67km) e não dirigir embriagado após inúmeras paradas alcoólicas.

Fabricantes de cidras, com ou sem álcool, estão por todos os lugares. A bebida geralmente vem acompanhada nas prateleiras e geladeiras pelo “vin de glace” (vinho de gelo), produzido com uvas congeladas.

Um bom lugar para uma degustação é o Vignoble Isle de Bacchus, fundado há 25 anos e cujos vinhedos cobrem uma área de 27 acres, produzindo 40 mil garrafas por ano de tintos, brancos, rosés e “glaces”. Já na Cassis Monna & Filles, a especialidade é licor de cassis.

A maioria dos lugares prefere dinheiro e achar caixas automáticos não é tarefa fácil. O restaurante Resto de la Plage tem um, além de um cardápio com queijos locais, cidras e escargot.

Mas o melhor mesmo é não parar num lugar só e fazer um giro pela ilha escolhendo as melhores iguarias. Não vão faltar gramados e lindas vistas para um longo dia de piquenique.

uma das casas lindas da ilha

 

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