Peregrinação Johnny Cash

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Os fãs de Elvis Presley (1935-1977) têm Graceland. Os fãs de Johnny Cash (1932-2003) têm… uma casinha cercada de plantações de soja nos cafundós do Estado de Arkansas (EUA).

O local onde Cash cresceu, colhendo algodão e fugindo de cobras, abriu as portas em agosto de 2014 em Dyess, comunidade agrícola formada nos anos 1930 para famílias pobres. Eu e o Dean visitamos a casa no ano passado, como parte de um tour por Memphis e Nashville.

Hoje praticamente uma cidade fantasma, Dyess fica a menos de uma hora de Memphis, no vizinho Tennessee, onde os fãs de Elvis aterrissam para visitar a monumental mansão do rei do rock.

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Cash chegou a Dyess aos três anos e aos cinco já trabalhava na plantação com seus irmãos, numa região lamacenta que sofria com inundações (experiências que aparecem em suas músicas, como “Five Feet High and Rising” e “Pickin’ Time”).

A casa de dois quartos foi reformada para ficar como quando a família Cash ali viveu. Há itens originais, como o piano e uma bolsa de sua mãe, além do piso florido da sala.

Muito do restauro partiu de fotografias e memórias dos irmãos Tommy e Joanne, incluindo um rádio igual ao que o pequeno Cash ouvia músicas gospel todas as noites.

Antes de visitar a casa, a Johnny Cash Boyhood Home, é preciso passar no “centrinho” restaurado de Dyess, onde uma exposição conta a história da comunidade de 500 famílias e da vinda dos Cash.

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Assim como Elvis, Cash teve sua Graceland, um casarão de frente para um lago em Hendersonville, no Tennessee, onde morou com sua mulher, June, desde os anos 1960 até morrerem, em 2003.

O local era palco de festas e refúgio da família, mas acabou destruído num incêndio em 2007, quando o novo proprietário, Barry Gibb (do Bee Gees), fazia reformas.

O que sobrou da mansão está num pequeno, porém interessante, museu em Nashville (Tennessee), criado em 2013 por Bill Miller, fã de longa data que virou amigo do músico. Fotos abaixo.

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É um paredão de pedra, com uma cristaleira repleta de objetos e duas cadeiras, cenário que pode ser visto no clipe de “Hurt”. “É uma das minhas partes favoritas do museu, uma oportunidade de entrar na sua sala de estar”, diz Miller à Folha.

Ele comprou a propriedade ao lado do museu para ampliá-lo em 2015: “O terno que ele vestiu no show de Madison Square Garden [1969], quando bateu recorde de público, é um dos objetos raros que vamos apresentar após as reformas”.

No museu, é possível conhecer outro Cash além do Homem de Preto. Estão lá sua bíblia e trechos do filme sobre Jesus que produziu. Há também cenas de seriados que ele estrelou e episódios do seu show na TV de 1969 a 1971. Num deles, o músico faz piada imitando a dança de Elvis. Em outro, se veste espalhafatosamente, como se fosse Elton John.

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Bolinhas de gude que pertenceram a Cash

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Banco no Canadá criou um cartão de crédito em homenagem ao Man in Black

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Man in Orange?

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Para completar a peregrinação Cash, fomos visitar seu túmulo, ao lado de June Carter. O cemitério fica a 25 minutos de Nashville, na cidade de Hendersonville.

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Leia sobre minha visita a Graceland

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