“Enter the Void”, sexo e drogas em Tóquio

Ontem eu vi “Enter the Void”, do Gaspar Noé.

Alucinante, imagens incríveis de Tóquio e outras psicodélicas, como se fossem neurônios, cabalas, tecidos do corpo humano. Muita putaria também. Um trabalho arriscado, original.

É sobre um garoto americano que vira traficante de drogas nas boates de Tóquio e é morto pela polícia.

O filme é todo a partir da visão do menino. Ou seja, você quase não vê sua cara, porque está olhando através de seus olhos. Ou seja 2, dá uma tontura desgraçada.

Depois que ele morre, passa a vigiar a vida dos que ficaram, como sua irmã querida, uma stripper. A câmera não para de se mexer, faz movimentos estranhíssimos, e é tudo filmado de cima, como se alma do cara perambulasse pelos céus da cidade.

É verdade que dei uns FF no filme (2h30 de duração). Vendo na telinha do micro, as acrobacias da câmera me deram muita tontura.

Foi como ver a cena de estupro de “Irreversível”. Só mesmo no FF. Aliás, duas coisas bem dispensáveis: torturar o público com uma longa cena de estupro e depois com uma câmera voadora.

Há também em “Enter the Void” uma cena de sexo explícito, mas ao contrário. Difícil explicar. Mas imagine a ideia de filmar o corpo humano por dentro, na hora do ato sexual.

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