Na nave de Frank Gehry com maestro Dudamel

Ontem, finalmente, consegui ver um concerto do festejado maestro Gustavo Dudamel, no Walt Disney Concert Hall, cartão postal de Los Angeles, do arquiteto Frank Gehry.

Dudamel é venezuelano e dirige a filarmônica da casa desde 2009. Ele é um gênio da música clássica e fenômeno popular, duas coisas quase contraditórias. Para saber mais sobre ele, o caderno Ilustríssima fez uma reportagem recente bem extensa (para assinantes Folha/Uol).

Fui a uma sessão que eles chamam de “Casual Friday”, com um programa menor, mas com um debate com o público ao final.

Outra dica para quem estiver de passagem pela cidade: chegue sempre mais de uma hora antes.

Primeiro: para ter tempo de ver o prédio por dentro, o jardim meio escondido (só perguntar) e a lojinha caprichada de livros de música e arquitetura

Segundo: uma hora antes de cada concerto, há uma palestra gratuita conduzida por um especialista sobre o programa da noite.

Terceiro: para tomar uma sopinha ou um vinho em copos de plástico no restaurante da casa, que mais parece uma cantina escolar.

O programa da noite foi Bernstein, Symphony No. 1 (“Jeremiah”), com a mezzo-soprano Kelley O’Connor, e Beethoven, Symphony No. 7.

Uma diferença que eu senti com os concertos que vi na Sala São Paulo é a idade dos músicos. Aqui eles parecem bem mais “maduros” e diversificados, não tem tantos jovens branquelos. O mesmo acontece em jornalismo. As redações aqui são compostas por gente acima dos 40 anos, e não dos 25, como no Brasil.

Mas voltando ao Dudamel. O cara é realmente cativante. Não é preciso entender de música clássica para ter simpatia por ele. Às vezes, parece que ele dança na frente dos músicos, no lugar de conduzi-los, tamanha confiança que tem neles.

Na conversa com o público, Dudamel intercalou assuntos sérios, como as dificuldades da música de Bernstein, com piadinhas sobre si mesmo.

“Eu toco violino. Eu tocava. Quer dizer, eu tentei tocar um tempo, mas era tão ruim que parei”, disse em inglês, com um forte sotaque, arrancando risadas do público.

Amanhã e em outros dois domingos (13/03 e 5/06),  a Filarmônica de Los Angeles fará concertos que serão transmitidos ao vivo nos cinemas dos EUA, com expectativa de alcançar 1 milhão de pessoas.

“Não podemos ficar no século 20, tocando para um pequeno grupo de pessoas”, disse, sobre o projeto nos cinemas.

Abaixo está um vídeo caseiro que fiz antes do concerto, para mostrar o interior absurdo do Walt Disney Concert Hall. Cuidado para não ficar tonto, é meu primeiro vídeo… 

Saiba mais sobre Frank Gehry em Los Angeles

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