Dente canino

Meu ano novo foi assim: uma garrafa de Baileys, outra de champagne, um maxi chocotone e uma caixa de nhá benta.

Claro, tudo isso nos dias 31 e 1, divididos com meu monge kiwi.

Também fizemos uma caminhada de mais de uma hora no bairro, já anoitecendo, com frio de 7 graus.

E assistimos a cinco filmes, dos quais apenas um valeu a pena:

“Dogtooth” – filme grego, de um diretor novato, passou em Cannes em 2009 e ganhou o prêmio da mostra Um Certo Olhar. Estreou nos EUA só em 2010, aka ano passado.

É o tipo de filme que eu gosto. Esquisito demais. E lírico. Fala sobre um pai que mantém os três filhos e a mulher numa mansão isolada. Os filhos, duas moças e um garoto, nunca passaram pelo portão e são educados de forma bizarra.

Vagina, por exemplo, se chama “keyboard”. Peixes dão na piscina de casa. E aviões caem do céu como miniaturas de brinquedo.

Para sair de casa, só de carro. E isso eles só poderão fazer quando o “dente canino” cair e crescer de novo. Imagine então quando uma fita de “Rocky Balboa” ou “Tubarão” entra na casa clandestinamente? Uma das garotas, a única que vê, pira. O cinema é libertador.

Já está na minha lista dos melhores filmes de 2011. Apesar de ser um filme de 2009…

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