E os melhores filmes de 2010 são…

Fim de ano, tempo de listas. Aqui vai a minha dos melhores (e piores) do cinema.

Como são muitos, fiz por categorias. E como estou em Los Angeles, foquei nos gringos.

Alguns não estrearam no Brasil. Ainda. A temporada de prêmios começou neste mês e vamos ouvir falar muito neles. Acho. Fiquem de olho.

FILME DO ANO:

“Cisne Negro”, de Darren Aronofski – fazia tempo que não saía tão animada do cinema. Vi colegas que odiaram, é daqueles filmes ame ou odeie. Fala sobre bailarinas em Nova York disputando o papel central no “Lago dos Cisnes”. Um filme muito feminino, frágil e, ao mesmo, absurdamente cheio de horror. Mistura explosiva de gêneros.

MELHOR BLOCKBUSTER:

“Tron – O Legado”, de Joseph Kosinski – vai ser complicado ficar defendendo este filme, já que a Disney vem fazendo uma lavagem cerebral de marketing há dois anos, mas eu encaro. O visual é um pouco frio, mas os efeitos são interessantes e Jeff Bridges faz valer a pena. Ele está um Dude geek.

CHATOS DO ANO:

Para esta categoria gostaria de incluir vários. Mas vou ficar em três:

“127 Horas”, de Danny Boyle – sobre um aventureiro que fica com o braço preso numa pedra. Filme-agonia, o mal estar não me deixou curtir o visual lindo (e inútil) do filme.

“Além da Vida”, de Clint Eastwood – filme espírita do diretor medalhão, que fica devendo muito aos espíritas brasileiros (ao menos pro “Chico Xavier” de Daniel Filho).

“Comer Rezar Amar”, de Ryan Murphy – fala mais sobre a superficialidade das mulheres ditas modernas do que os países em si. Pior, o Javier Bardem está muito feio.

VOCÊ PRECISA VER:

“A Rede Social”, de David Fincher – não é o melhor do ano, achei muito quadradão, mas vai ficar como “o” filme do ano pelo tema Facebook. Nunca imaginei que fosse elogiar o mala do Justin Timberlake, mas ele está excelente, ácido e cômico.

AS SURPRESAS:

“Catfish”, de Henry Joost – até agora não sei se é documentário ou ficção, mas não importa, é uma ótima viagem. Um cara vai atrás de uma garota que conheceu no Facebook e, claro, nada é o que parece. Ótimo acompanhamento para “A Rede Social”.

“Get Low”, de Aaron Schneider – filme de época meio tristonho que vale pelo elenco: Robert Duvall faz um velho que quer fingir seu próprio enterro, e Bill Murray, que o ajuda na tarefa.

MEGA-TRI-ULTRA-SUPER-VALORIZADO

“A Origem”, de Christopher Nolan – um filme bom, original, especialmente quando lançado num verão repleto de sequências e remakes. Mas é presunçoso, teorias sem pé nem cabeça e acelerado demais. Morri de tédio.

PIADA DO ANO

“Os Mercenários”, de Sylvester Stallone – só mesmo os saudosistas para acharem o máximo um bando de homens na meia idade explodindo tudo pela frente. Stallone podia ao mesmo dar um tempo nas plásticas. Se uma mulher aparece assim desfigurada nas telas, é motivo de chacota sem fim.

MELHOR DOCUMENTÁRIO

“Exit Through The Gift Shop”, de Banksy – melhor do ano, vai além de grafite e discute o mercado de arte. É como se Walter Benjamin voltasse para discutir não a “reprodutibilidade técnica” e sim a “reprodutibilidade do sucesso”. Profundo, hein?

NÃO SEI!

“I’m Still Here”, de Casey Affleck – fiquei irritada ao saber que o filme não passa de um embuste de Joaquin Phoenix, que finge que desistiu de ser ator para virar rapper. Mas hoje eu penso, e daí? E depois volto a ficar irritada.

SAFRA INDEPENDENTE: 

São meus favoritos, mas fico com três porque a lista já está grande demais.

“Machete”, de Robert Rodriguez – tema quente, sobre imigração na fronteira, e proposta interessante: pegar em armas e fazer acontecer. Rebelde e inconseqüente.

“Animal Kindgom”, de David Michod – filme australiano, centrado numa família de machões encrenqueiros, com uma matriarca mão-de-ferro. Clima tenso, ar pesado.

“Inverno da Alma”, de Debra Granik – marcou pela interpretação da jovem Jennifer Lawrence, que apanha feio e cuida dos irmãos esquecidos numa fazenda nos cafundós

EU SUPER-HERÓI:

Deixo de lado os filmes de ação e os de super-heróis para indicar dois outros adolescentes bem mais originais: “Scott Pilgrim contra o Mundo”, que foi uma decepção nas bilheterias, mas aposto que vai virar “cult” daqui uns anos, e “Kick Ass – Quebrando Tudo”, que revelou a incrível Chloe Moretz.

 MELHOR ANIMAÇÃO:

Cansei das sequências sem fim. Fico com os super-vilões que mudam de lado, para embaralhar a cabeça da criançada: “Meu Malvado Favorito” e “Megamente”

BIZARRO DEMAIS:

“Separado!”, de Gruff Rhys – mais um pseudo-documentário do ano. O líder da banda Super Furry Animals parte em busca de seus antepassados na América do Sul. Esquisitíssimo, musical e histórico (fala sobre a imigração dos galeses).

3 Respostas para “E os melhores filmes de 2010 são…

  1. Pois é, o “Comer, rezar, amar” não existiria se a Julia Roberts tivesse vindo para o Brasil de uma vez. Ia comer coisa boa, rezar em qualquer esquina e conhecer brasileiro a rodo – provavelmente mais bonitos que o Javier Bardem, como eu. HAHAHA!

    • Muito bom, seria outro roteiro. Bem mais divertido. Quer dizer, já deve ter algum né? Tipo homens vindo pro Brasil e fazendo tudo isso – Garota do Rio, com o cara do House. Se bem que eu nao sei se ele reza….

  2. meu, cadê a parte frágil e feminina o Black Swan? Será que porque eu sou cabra macho não vi?

    Esse Cisne Negro é de horror, também fazia tempo que não saía do cinema –do sofá– assim.

    Fechei os olhos, fiquei sufocado e meu coração disparou.

    Gostei muito, mas não tava preparado, fui pego bem de surpresa. Uma amiga recomendou como um filme “que meninos gostam” cheia de segundas intenções.

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