Padroeiro dos golfinhos

Em defesa dos golfinhos fofos

Pinta de astro de cinema, Louie Psihoyos, o sujeito de cabelos platinados da foto acima, me deu uma entrevista nessa semana no topo de um famoso hotel de Los Angeles, palco de festas selvagens do Led Zeppelin nos anos 70 e da cena impagável de Keith Richards jogando uma TV pela janela.

Mas nós conversamos sobre coisas mais triviais. Natureza, golfinhos, máfia japonesa.

Ele é diretor do documentário “The Cove”, e a entrevista (versão pequenina) foi publicada na sexta na Ilustrada. Tem um link aqui, para assinantes Folha/Uol. Outro dia posto o resto no blog da firma.

Psihoyos foi fotógrafo da National Geographic por quase 20 anos. Ficou especialista em arqueologia, fotografando resíduos de dinos e etc. Em “The Cove”, ele registra o massacre dos golfinhos numa cidade japonesa, um processo de extinção em tempo real.

O padroeiro dos golfinhos, no entanto, é outro cara: Ric O’Barry, que capturou e adestrou as cinco golfinhas de “Flipper”, aquele seriado antigão que seu pai deve conhecer.

Ric passou 10 anos ajudando a construir a indústria multimilionária dos parques aquáticos com golfinhos, mas se arrependeu e, nos últimos 35 anos, tenta destruí-la.

“Se tiver um golfinho em perigo, em qualquer parte do mundo, meu telefone vai tocar”, ele diz no filme.

Poético? Nada. Paranoia pura. E com razão.

“The Cove” disputa Oscar de melhor documentário, mas eu aposto em “Burma VJ”.

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