O melhor pai do mundo

Fora da curva dos filmes da temporada de prêmios, vi nesses dias de Los Angeles um chamado “World’s Greatest Dad” (trailer).

A estrela é Robin Williams. Medo, não? Pois é, mas é um filme bem bacana, apesar das caretas de RB.

Rapidinho o resumo: Lance (RB) é professor e pai de um moleque escroto, Kyle (Daryl Sabara), que estuda na mesma escola onde ele leciona. Dai o menino morre, batendo punheta à la Davide Carradine (enforcamento, lembram?).

O pai, envergonhado, mente na escola dizendo que foi suicídio. E, como ninguém gostava mesmo de Kyle, ninguém dá bola. Até que é divulgada a carta de suicídio do filho, forjada pelo pai. Pronto, o moleque vira santo, herói, queridinho por todos.

Não é incrível? É um ótimo filme sobre essas transformações relâmpagos que a gente vê hoje. Como, por exemplo (ao contrário), Tiger Woods. Ontem, santo. Hoje, pervertido.

E, ao contrário desses filmes colegiais, não tem um nerd para sentirmos pena. Ou uma menina emo pela qual torcemos. São todos escrotinhos de uma forma bastante real, naturalista. 

A morte de Kyle é um  alívio, tanto para nós espectadores, como para os alunos e para o pai.

Mas Lance só percebe isso no final, numa atitude tresloucada que é uma das melhores cenas da carreira de Robin Williams: um “striptease” libertador, correndo pelos corredores da escola, em direção à piscina.

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